SÃO PAULO, UMA NAU À DERIVA
Salve, nação tricolor.
Hoje quero falar sobre o momento do São Paulo, e a palavra que me vem à mente para definir o outrora soberano é mediocridade.
De acordo com o dicionário Aurélio, “mediocridade” é a qualidade de ser medíocre, isto é, comum, ordinário ou mediano — mas também pode significar falta de mérito, talento ou valor.
Lendo essa definição, vejo o São Paulo atual de forma categórica: um clube comum, mediano, sem mérito, talento ou valor. E vou mostrar como nos enquadramos em cada uma dessas definições.
UM CLUBE COMUM
Houve um tempo em que o São Paulo era temido, respeitado e desejado. Todos queriam jogar aqui.
Tínhamos o REFFIS, referência em fisiologia e preparação física, profissionais de alto nível no comando do futebol e, como consequência, éramos um clube de vanguarda.
Hoje, nossos principais atletas passam temporadas no departamento médico — reflexo de contratações equivocadas, má preparação física e gestão incompetente no futebol.
O resultado disso é um clube sem rumo, uma nau à deriva.
FALTA DE MÉRITO
Desde 2008, quando o São Paulo encerrou seu ciclo de soberania no Brasil, já se passaram 17 anos.
Nesse período, o clube conquistou apenas a Copa Sul-Americana (2012), o Campeonato Paulista (2021), a Copa do Brasil (2023) e a Supercopa Rei (2024).
Pouco para quem, nas décadas de 1990 e 2000, foi referência de competência, estrutura e conquistas.
Uma amostra clara da falta de mérito e da estagnação que tomou conta do clube.
FALTA DE TALENTO
É unanimidade que, nos últimos anos, Luciano tem sido o jogador mais regular do time — artilheiro em várias temporadas, camisa 10 e ídolo de uma parte da torcida.
Mas também é consenso que se trata de um jogador nota 5 ou 6, no máximo. Mediano.
E nada ilustra melhor a mediocridade do São Paulo do que ter, como principal referência técnica, um atleta apenas razoável.
O São Paulo viu sua dívida dobrar, mantém um elenco caro — provavelmente a quarta ou quinta folha salarial do país —, mas convive com desfalques constantes, lesões, salários atrasados e eliminações vexatórias. Sem força nos bastidores, o que se vê é isso: uma nau sem leme, navegando na mediocridade.
Fiquem bem,
Guine.
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