Utopia: O São Paulo que Poderia Ter Sido
Salve, Nação Tricolor.
Aproveitando mais uma pausa para a Data Fifa, hoje é dia de sonhar — ou de imaginar o que poderia ter sido. Vamos a uma utopia: um São Paulo que existiu apenas no mundo ideal, muito distante da realidade conduzida por quem comanda o clube hoje.
Em um universo alternativo, existe um São Paulo Futebol Clube que, em 2024, com um elenco caro, foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil e da Libertadores — ambos os fracassos dentro do Morumbi, outrora uma fortaleza.
No Brasileirão, esse São Paulo começou bem, empolgou, mas perdeu fôlego na reta final. Garantiu vaga direta na Libertadores 2025, mas ficou longe do potencial que em determinado momento parecia alcançar.
A diretoria, consciente, fez uma análise profunda. Percebeu o erro estratégico cometido em 2023, quando, ao contratar Lucas Moura e James Rodríguez, abriu mão do teto salarial que ajudava a conter as dívidas na era Rogério Ceni.
Em 2024, após mais uma temporada frustrante, os dirigentes decidiram mudar o rumo. Dispensaram Luís Zubeldía — um técnico limitado, que havia vencido um torneio continental, mas mostrou suas restrições no comando do São Paulo — e promoveram o retorno de Hernán Crespo.
Logo ao chegar, Crespo foi firme: determinou que os titulares não viajariam para a pré-temporada em Orlando, decisão inicialmente impopular, mas estratégica. Quis o elenco concentrado na preparação na Barra Funda, enquanto seu auxiliar com alguns reservas, representava o clube nos amistosos nos Estados Unidos.
A diretoria, aprendendo com os próprios erros, recusou a contratação de Oscar — “não vamos repetir o caso James Rodríguez”, diziam. Lucas Moura deixou o clube, Luciano e Ferreirinha foram vendidos, e Calleri, após um ano difícil, aceitou reduzir o salário para continuar. O teto salarial foi restabelecido.
O novo teto salarial inviabilizou a chegada de Wendell e a permanência de Marcos Antônio, e o clube optou por um elenco mais enxuto e equilibrado. Trouxe Enzo Díaz, Maílton e Cédric como oportunidades de mercado, apostou na base e manteve as finanças em ordem.
A espinha dorsal do time era: Rafael; Arboleda, Alan Franco e Ferraresi; Cédric, Bobadilla, Pablo Maia, Nestor e Enzo Díaz; Calleri e Erick.
O elenco ainda contava com Young e Leandro para o gol; já que Jandrei deixou o clube após um acordo; Sabino e Igão na zaga; Maílton, Moreira, Patryck e Maik nas laterais; e uma boa safra de meio-campistas: Luan, Alisson, Hugo, Negrucci, Luiz Gustavo (que também aceitou reduzir o salário), além de Araujo, Rodriguinho e Matheus Alves.
No ataque, as opções eram Willian Gomes, André Silva, Lucca, Lucas Ferreira e Henrique Carmo.
Crespo pediu — e foi atendido — uma reformulação profunda na comissão técnica: mudança completa na preparação física, novo comando no departamento médico, e o adeus de Milton Cruz. Muricy Ramalho, em desacordo com algumas decisões, também deixou o clube.
O São Paulo de 2025 foi competitivo, mas sem conquistas. Caiu nas semifinais do Paulista (para o Palmeiras), nas semifinais da Copa do Brasil (para o Flamengo) e nas quartas da Libertadores (para o Botafogo). No Brasileirão, terminou em 5º lugar, garantindo vaga direta na Libertadores 2026.
Não foi uma temporada de títulos, mas foi de reconstrução. O clube reduziu drasticamente a folha salarial, vendeu jovens promissores (Willian Gomes, Matheus Alves e Lucas Ferreira) por cerca de R$ 400 milhões, e diminuiu significativamente a dívida.
Para 2026, o São Paulo se prepara para outra temporada de austeridade: com sua dívida próxima a R$ 600 milhões, serão poucos investimentos e uma gestão mais responsável. Surge a possibilidade de parceria com Diego Fernandes, da 08 Partners, que pode integrar a diretoria e trazer novos patrocinadores.
O plano é claro: terminar 2026 com dívidas sob controle e, em 2027, voltar a investir forte — desta vez, com responsabilidade — para recolocar o Tricolor no topo do futebol nacional.
Esse São Paulo é uma utopia, uma realidade alternativa. Mas representa o que grande parte da torcida sonha ver: um clube sério, equilibrado e competitivo.
Um São Paulo que respeita sua história e planeja o futuro.
Fiquem bem,
Guine
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